sábado, 4 de dezembro de 2010

Surpreendido pela Graça

Mês passado tive a oportunidade de ler “Surprised by Grace, God’s Relentless pursuit of Rebels”(Crossway, 2010. 192 páginas) a tradução livre seria algo como “Surpreendido pela Graça, A Implacável busca de Deus por Rebeldes” por Tullian Tchividjian. O Pastor Tullian é neto do famoso evangelista Billy Graham, e como você poderá perceber no livro, a paixão pelo evangelho também corre no sangue do neto.

Surpreendido pela Graça é reflete o movimento atual que buscado a “centralidade do evangelho”, e mostra de forma prática que o evangelho também é proclamado no Antigo Testamento. O livro acaba sendo um comentário bíblico de Jonas, mas é escrito de forma fluída e gostosa de ler. Durante todo o livro o Pastor Tullian mostra como Deus é gracioso, misericordioso e possuí um coração missional, e ao mesmo tempo ganhamos uma nova, e profundamente bíblica, visão de nós mesmos quando nos vemos refletidos nas atitudes e palavras do profeta cheio de egoísmo, soberba, idolatria e justiça própria.
 
Depois deste livro passei a ver o livro de Jonas como uma Janela e um Espelho. Uma janela do céu, que me permite ver com mais clareza quem é o Deus a quem eu sirvo, e um espelho para minha alma, que me permite ver o meu egoísmo, a minha justiça própria e a minha idolatria como poucas vezes eu os tinha visto.


Alguns dos trechos que me chamaram atenção no livro:

“Em algum momento eu pressupus que o evangelho era simplesmente o que incrédulos precisam crer para serem salvos, mas depois que eles crêem no evangelho, eles então avançam para águas teológicas mais profundas. Jonas me ajudou a perceber que o evangelho não é o primeiro degrau em uma escada de verdades, mas sim o eixo em uma roda de verdades.”

“Mudança real não acontece e não pode acontecer de forma independente do evangelho, o qual é as boas novas de que apesar de sermos mais defeituosos e perdidos do que jamais imaginamos, nós podemos ser mais aceitos e amados do que jamais ousamos esperar, visto que Jesus viveu, morreu e ressuscitou por pecadores como você e eu.”

“A resposta [para uma vida cristã abundante] não é se esforçar mais na vida cristã, mas compreender de forma mais completa e clara a obra inacreditável de Cristo na cruz, e então viver com uma percepção mais vital da graça de Deus dia após dia.”

“[a] história [de Jonas] mostra que o negócio de Deus é perseguir de forma incansável rebeldes como nós e que ele nos persegue não para furiosamente acabar com a nossa liberdade, mas para afetivamente acabar com a nossa escravidão para que assim possamos ser verdadeiramente livres.”

“Cada vez que pecamos, estamos dizendo para Deus: ‘Minha forma de lidar com esta situação em particular é melhor do que a sua. Minha sabedoria e habilidade são mais eficientes neste momento do que a sua sabedoria e a sua habilidade’”.

“Se obedecemos a Deus, precisamos desobedecer a nós mesmos, e é no desobedecer a nós mesmos que consiste a dificuldade de obedecermos a Deus.”

“Nós normalmente pressupomos que a tempestade seja a punição que Deus mandou a Jonas por sua desobediência. Mas a tempestade não é punição, é uma intervenção, fruto do afeto de Deus e não de sua ira.”

“Deus faz tudo por meio daqueles que entendem que não são nada, e Deus não faz nada por meio daqueles que pensam que são tudo.”

“Pessoas centradas no evangelho são aquelas que amam dar seus lugares para outras pessoas, e não as que guardam seus lugares de outras pessoas – isso acontece porque elas encontram seu valor e sua dignidade em Cristo, não em suas posições.”

“Se você está esperando para tomar uma decisão ou para seguir adiante em obediência ao direcionamento de Deus porque você quer ter certeza de que suas motivações são completamente puras – você continuará esperando até morrer.”

“Para Jonas a morte oferece mais liberdade do que a obediência a Deus.”

“Uma comunidade tribal existe apenas para ela mesma, e os que estão dentro dela sempre se perguntam: ‘Como podemos nos proteger dos que são diferentes de nós? ’. Esta mentalidade eleva preferências pessoais e culturais ao status de princípios absolutos: se todos fossem mais como nós, este mundo seria um lugar melhor. Já em uma comunidade missional, o valor mais elevado não é a autoproteção, mas o auto-sacrifício. Uma comunidade missional existe, em primeiro lugar, não para si mesma, mas para os outros. Ela é uma comunidade disposta a ser incomodada e tirada de seu conforto, ela deseja se gastar pelos outros em nome de Deus.”

Só de reler estes trechos já estou com vontade de ler o livro de novo. Boa leitura e que Deus te abençoe!


Para comprar:
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Versão Kindle da Amazon

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