Definições que Expõem Ídolos
Muitos escritores buscaram classificar ídolos em diferentes classes.[1] Muitos anos atrás eu ouvi uma palestra do Dick Kaufman em uma de nossas conferências da Atos 29. Kaufman descreveu duas categorias de ídolos: distantes e pertos, as quais ele confessou ter tomado emprestado de Dick Keyes. Ao longo dos anos tenho lido Keyes e outros, e descobri que as categorias são muito confusas para o meu cérebro de ervilha. Então, em um esforço para entender estas categorias dadas por Kaufman, eu as renomeei como “ídolos fonte” e “ídolos de superfície”.
Ídolos de Superfície
Das duas categorias de ídolos, os ídolos da superfície[2] são mais fáceis de identificar, pois, como a nomenclatura diz, estão mais perto da superfície. Assim muitas pessoas os reconhecem como a causa de muitos dos problemas que elas têm em seus relacionamentos tanto com Deus como com as outras pessoas. Jack Miller chama este tipo de idolatria de “pecados-galhos” porque eles são apenas brotos de pecados raízes que são menos visíveis.[3] Estes ídolos de superfície incluem:
Idolatria da Imagem: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu tiver uma aparência ou uma imagem corporal particular”.
Idolatria da Ajuda: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se forem dependentes de mim e precisarem de mim”.
Idolatria da Dependência: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu tiver alguém para me proteger e me manter seguro”.
Idolatria da Independência: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu for completamente livre de obrigações ou responsabilidade de cuidar de alguém”.
Idolatria do Trabalho: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu for altamente produtivo e realizar muitas coisas”.
Idolatria das Conquistas: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu estiver sendo reconhecido por minhas conquistas, se eu estiver me sobressaindo em minha carreira”.
Idolatria do Materialismo: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu tiver certo nível de riqueza, liberdade financeira, e posses muito boas”.
Idolatria da Religião: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu estiver cumprindo os códigos morais da minha religião e participando em suas atividades”.
Idolatria por uma Pessoa: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se esta pessoa está em minha vida e feliz por estar nela e/ou feliz comigo”.
Idolatria da Irreligião: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu me sentir totalmente independente da religião organizada e tiver a minha própria moralidade”.
Idolatria Racial/Cultural: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se minha raça e cultura estiverem em ascendência e forem reconhecidas como superiores”.
Idolatria do círculo social: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu tiver permissão para fazer parte de um grupo social ou profissional ou de outro grupo”.
Idolatria Familiar: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se meus filhos e/ou meus pais estiverem felizes e felizes comigo”.
Idolatria Relacional: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se o príncipe ou princesa estiver apaixonado por mim”.
Idolatria do Sofrimento: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se eu estiver machucado ou com um problema; só então eu me sinto digno do amor ou sou capaz de lidar com a culpa”.
Idolatria da Ideologia: “A vida só tem sentido/ Eu só tenho valor se a minha causa política ou social estiver progredindo e crescendo em influência e poder”.
[1] Por exemplo, Dick Keyes em No God but God e David Powlison em Ídolos do Coração & Feira das Vaidades.
[2] Kaufman (de novo emprestando do Keyes) os chama de ídolos perto.
[3] C. John Miller, Repentance and the 20th Century Man (Ft. Washington, PA: Christian Literature Crusade, 1998), 38.
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Extraído do livro Church Planter por Darrin Patrick, ©2010, capítulo 12. Usado com permissão da Crossway, um ministério de publicações da Good News Publishers, Wheaton, IL 60187,www.crossway.org. Proibida a reprodução sem autorização prévia.
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