Semana passada o Helder Nozima postou os dois (1 e 2) melhores posts que li sobre os reformados e a atuação deles no Brasil. Estes posts me fizeram refletir e pensar sobre como podemos nos unir para trabalharmos juntos pela defesa do evangelho, ao invés de ficarmos, na melhor das hipóteses dando tiros de chumbinho cada um para um lado, e na pior delas atirarmos uns nos outros.
Por isso, eu gostaria de propor duas coisas bastante simples:
1. Gostaria de propor que focássemos no que nos une e não no que nos difere.
O Helder citou em seus posts os 4 pontos que o Mark Driscoll entende serem os diferenciais do Novo Calvinismo:
1 – Teologia Reformada (especialmente na Soteriologia )
2 – Relacionamentos Complementares (Homens e Mulheres possuem o mesmo valor e possuem papeis diferentes tanto no lar quanto na igreja)
3 – Ministério cheio do Espírito Santo (continuísmo dos dons)
4 – Pratica Missional
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| Foto tirada da apresentação do Pastor Mark em Fev/2011 |
Porém, na mesma conferência em que o Driscoll apresentou estes 4 pontos, ele também mostrou como muitas organizações e pessoas que de uma forma ou de outra influenciam e/ou fazem parte do movimento Novo Calvinismo não necessariamente “subscrevem” a todos os pontos (veja a imagem). Ele citou, por exemplo, o Dr. R. C. Sproul que se encaixa entre os que creem nos pontos 1 e 2, mas o Dr. Sproul foi um dos palestrantes daquela conferência que era a reunião nacional da Atos 29 e da The Ressurgence organizações que subscrevem aos 4 pontos.
Mark Driscoll e R. C. Sproul podem, devem e servem juntos, Matt Chandler e John Piper podem servir juntos e também o fazem. C.J. Mahaney treinou um jovem que não tinha compromisso com a igreja local, levou esse jovem para morar na casa dele a fim de ser seu mentor, esse jovem se chama Joshua Harris e hoje é o pastor titular da igreja que o Mahaney plantou. O que estou tentando dizer é que podemos nos unir se focarmos no que nos une ao invés de ficarmos tentando provar que somos “mais reformados” ou mais “puro sangue” do que os outros.
A impressão que eu tenho é que o que fez o Novo Calvinismo explodir nos Estados Unidos foi a união de forças. Os jovens pastores colocando Spurgeon, Agostinho, Calvino, Grudem e Piper nas mãos da geração atual e pastores conhecidos como John Piper e R.C. Sproul resolvendo trazer para seus sites materiais (vídeos, mensagens e artigos) de pastores até então menos conhecidos como Driscoll, Chandler, DeYoung, etc. Por sua vez editoras cristãs, especialmente a Crossway começou a dar projetos de criação de livros para esses jovens pastores que haviam então se tornado conhecidos do público evangélico americano.
Isso me leva à minha segunda proposta:
2. Gostaria de propor que reformados conhecidos em todo o Brasil tomem a frente e nos liderem em uma coalisão pelo evangelho.
Em 2009 eu tive a oportunidade de participar da primeira conferência nacional de uma organização chamada The Gospel Coalition, essa organização foi iniciada por dois homens, o Pastor Presbiteriano Tim Keller e o professor de seminário Dr. D. A. Carson, que é batista. Estes dois homens começaram a The Gospel Coalition com o intuito de reunir pastores e igrejas comprometidos com a pureza do evangelho. Eles convidaram 48 outros pastores para fazer parte do conselho desta coalisão, esse conselho se reúne a cada dois anos de forma particular para pensar a igreja americana e pensar em que áreas eles precisam investir produzindo literatura e material audiovisual e nos anos intercalados eles fazem a conferência anual, que em 2009 teve mais de 3000 participantes.
A The Gospel Coalition possui um portal que reúne, em minha opinião, os melhores blogs de cunho reformado em língua inglesa. Eles produzem um jornal teológico com duas edições por ano e que pode ser baixado gratuitamente no site deles. Tudo isso só aconteceu, porque dois pastores bastante conhecidos e atarefados perceberam que precisavam deixar as diferenças de lado e usar o que Deus tinha dado para eles a fim de unirem uma geração de jovens que estava descobrindo as doutrinas da graça e queria compartilha-las com seus contemporâneos.
Precisamos que “o Carson e o Keller” brasileiros se disponham a nos servir neste sentido.




23 comentários:
Olá Filipe,
Sem retirar qualquer mérito do Helder, mas você acertou o alvo, com precisão.
É disso que precisamos, sem nada nas entrelinhas, sem reservas sutis.
Estou contigo e não abro. Acho que novo calvinismo é mais que afirmar o continuísmo ou o cessacionismo, estilos e formas, mas reunir aqueles que vivem legitimamente, no essencial, na fé que uma vez por todas foi entregue aos Santos.
Nisso poderemos até perder na grande luta por nossas questões secudárias, mas ganhará o Evangelho, ganharemos nós com o privilégio de uma comunhão sem disputas que vê na diferença uma janela para o crescimento.
Um forte abraço e caminhemos firmes e juntos para caminhos melhores, NÃO PERCAMOS A FLORESTA PELAS ÁRVORES.
ps. Eu, outro pastor de minha Igreja e um presbítero devemos ir a Caldas no decorrer da semana que vem e gostaria de lhe encontrar.
Na paz do Eterno,
Dilsilei
O Texto é muito bom. Eu creio que nos Estados Unidos a participação de homens como Albert Mohler,Piper, Mahaney, entre outros juntos com pastores Jovens, trouxe ao mesmo tempo progresso e segurança para os reformados. Precisamos um movimento parecido aqui no Brasil. Com certeza há gente jovem com fibra, mas é importante que lideres reconhecidos participem de alguma forma do movimento.
Caro Felipe,
Eu só gostei do primeiro texto do Nozima depois do segundo, onde ficou claro a figura mais completa. Eu já estava querendo mandar fogo amigo!!!
Aliás, se essa idéia sua funcionar, vai perder a metade da graça, pelo menos para muitos. Afinal, fazer criticas dentro de casa é muito melhor do que jogar pedra no vizinho.
Que se levantem aqueles que serão os servos na unidade reformada.
Abs
Filipe, entendo que a primeira ação para que pudessemos nos unir seria tratar o nosso coração que se incomoda intensamente com nossas diferenças. Isso é muito difícil e quando vejo esses irmaos em suas ações os admiro muito por deixar em segundo plano aquilo que deve ficar por lá.
Quando mais jovem eu era muito radical (sangue nos olhos) contra tudo o que era diferente do meu padrão. Hoje consigo tratar e permear o meu medo pelo "novo" e "diferente" de outra maneira. Não estou abraçando toda doutrina que aparece, entenda, mas vejo o que é relevante e principal para propagar, ensinar, progredir na fé. Não é fácil, mas acho que esse seria um bom caminho para que todos nós fossemos mais unidos. Os posts do Nozima expõem o medo que o "novo" movimento traz e isso é um empecílio;
O exemplo de líderes de destaque é importante também. A maneira como Piper é admirado por Mark e sua igreja é muito legal, mesmo tendo algumas diferenças tão evidentes. Um cuida do outro e o mais velho ensina, estimula, acompanha o mais novo; Paulo e Timóteo nos nossos dias...
Ainda estou aprendendo muito e formando muita coisa nas minhas concepções cristãs mas vejo que para o cristão brasileiro reformado o "sangue nos olhos" contra tudo é um grande problema. Precisamos chegar a uma boa medida para não abraçarmos uma falsa doutrina (a postura de Pedro em sua segunda carta contra os falsos mestres me vem a mente: "Malditos!") mas não podemos deixar de cuidar uns dos outros e encaminhar os mais novos e deixar ser tratado por eles também. Depois escrevo mais...abs e parabéns!
Dilsilei, Samuel, Maro e Samir, obrigado pelos comentários.
Estou em oração pedindo que este post seja usado por Deus para que, como disse o Mauro:
"Se levantem aqueles que serão os servos da unidade reformada"
Gostaria muito que homens experientes e capacitados por Deus se colocassem a disposição da minha geração para pensarmos juntos nos caminhos a serem seguidos.
Oro por isso faz algum tempo, e hoje estou orando de forma mais intensa.
Um abraço a todos!
Olá Filipe,
Louvo a Deus por sua vida!
Meu irmão já comecei a praticar aquilo que você propôs.
Meu coração, desde que li seu texto, não sossegou e fiz contato com o Helder. Demos um primeiro passo e acredito que o Senhor nos abençoará em uma nova caminhada.
Penso que a consolidação de amizade e comunhão entre eu e o Helder poderá ser significativa pelo que já representamos em nosso contexto em termos de diferença. Erramos muito no passado, eu errei, fui duro, mas penso que Senhor fará grandes coisas a começar por estabelecer entre eu e ele uma amizade fraterna e cooperativa.
Como bem colocou o samir é disso que precisamos, cuidar dos nossos corações e acredito que muitas outras bençãos se sucederão.
Agradeço muito por suas palavras.
E repito, é possível que estejamos em Caldas semana que vem para ver um terreno para uma futura congregação de nossa Igreja e gostaria de lhe ver, vou me encontrar com o Roney também.
Um abraço,
Dilsilei
Muito bem escrito, Filipe, como sempre. Endendo e simpatizo com o seu raciocino. A única dificuldade é que creio que o meu mandato divino é a preservação doutrinaria primeiro tornando união entre os irmão secundária. Eu acredito que devemos e é louvável esforçar-mos em união com outros Crentes num único objetivo, mas nunca à custa da pureza doutrinária. Como Calvinista, eu quero muito fazer parte de uma coligação em prol da pureza do evangelho, mas não à custa de outras doutrinas que eu também prezo como essenciais para a preservação dessa mesma pureza. Pelo que eu entendo, se eu juntar forças com Ressurgence, A29, ou the Gospel Coalition, não seria necessário considerar as minhas convicções sobre os dons Apostólicos e a Escatologia a serem menos importante para a pureza do Evangelho do que as minhas convicções sobre o Calvinismo, novo ou velho? Talvez preciso ponderar mais. Valeu, Doug (J) Reiner
Mauro,
O Helder ainda não entendeu o que quis colocar sobre isso. O quanto o segundo texto esclarece o primeiro. Afirmei uma evolução de um para outro, ele não concorda, pode realmente ter sido só uma questão de impressão.
Mas vejo que você viu como eu vi, o fato é que depois do segundo texto dele e desse do Niel, fiz contato e entendo que devemos dar um basta nessa de fogo amigo, de ficarmos nos destruindo uns aos outros, nós que deveríamos ser colaborativos na mesma causa.
Nisso ganham os de fora, ganham liberais, ganham neopentecostais, ganham neortodoxos, enfim, ficamos só nos arrebentendo e alimentando corações amargurados, só há uma palavra para isso: BASTA, CHEGA!
Que Deus nos abençoe nesse propósito. Um exemplo de que muita coisa pode vir por ai é Heber Jr falando na Puritanos. É no mínimo um bom começo.
Um grande abraço,
De uma alma arrependida das pedras mal usadas, com o coração disposto a ser tratável o quanto for possível.
Dilsilei
Oi Dilsilei, obrigado pelo comentário, fico feliz em saber que o post serviu, se não para mais nada para gerar a reconciliação entre você e o Helder.
Vou te mandar uma DM no twitter com meu telefone, assim quando você estiver em Caldas vc me liga. Vocês vão começar outra igreja aqui?
Doug, duas baita alegrias, primeiro saber que você é calvinista e depois saber que você lê meu blog, que honra.
Então, pensando no que você escreveu, eu concordo que não devemos abrir mão de nossas convicções doutrinárias (mesmo em doutrinas secundárias) para fazermos parte de uma coligação pela pureza do evangelho, mas também não creio que isso seja necessário. Podemos continuar com as nossas convicções, e ainda assim entendermos que podemos cooperar com irmãos que pensam de forma diferente, mas que amam o mesmo Deus, creem no mesmo Jesus e possuem a mesma missão.
Por exemplo, eu discordo de algumas crenças de homens como o Piper, o Mahaney, o Sproul e muitos outros, mas posso colocar as nossas diferenças de lado, respeitando as posições deles, para ler, ouvir e assistir as mensagens deles e aprender muito com eles. Da mesma forma, eu creio que posso discordar de algumas crenças do "Zé", do "Mané", do "Francisco", do "Gustavo", do "Roberto" ou do "Jorge", mas ainda assim posso colocar nossas diferenças de lado, respeitando a posição deles e cooperar com eles pela defesa e propagação do puro evangelho no Brasil.
O que você acha? Vamos pensando sobre isso.
Grande Abraço,
Filipe
Muito bem escrito como sempre, Filipe. Endendo e simpatizo com o seu raciocino. A única dificuldade é que creio que o meu mandato divino é a preservação doutrinaria primeiro tornando união entre os irmãos secundária se for preciso. Eu acredito que devemos e é louvável esforçar-mos em união com outros Crentes num único objetivo, mas nunca à custa da pureza doutrinária. Como Calvinista, eu quero muito fazer parte de uma coligação em prol da pureza do evangelho e as doutrinas da Graça, mas não à custa de outras doutrinas que eu também prezo como essenciais para a preservação dessa mesma pureza. Pelo que eu entendo, se eu juntar forças com organizações tipo Ressurgence, A29, ou the Gospel Coalition, não seria necessário considerar as minhas convicções sobre os dons Apostólicos e Escatologia a serem menos importantes para a pureza do Evangelho do que as minhas convicções sobre o Calvinismo, novo ou velho? Talvez preciso ponderar mais. Valeu, Doug (J) Reiner
Doug, duas baita alegrias, primeiro saber que você é calvinista e depois saber que você lê meu blog, que honra. Então, pensando no que você escreveu, eu concordo que não devemos abrir mão de nossas convicções doutrinárias (mesmo em doutrinas secundárias) para fazermos parte de uma coligação pela pureza do evangelho, mas também não creio que isso seja necessário. Podemos continuar com as nossas convicções, e ainda assim entendermos que podemos cooperar com irmãos que pensam de forma diferente, mas que amam o mesmo Deus, creem no mesmo Jesus e possuem a mesma missão. Por exemplo, eu discordo de algumas crenças de homens como o Piper, o Mahaney, o Sproul e muitos outros, mas posso colocar as nossas diferenças de lado, respeitando as posições deles, para ler, ouvir e assistir as mensagens deles e aprender muito com eles. Da mesma forma, eu creio que posso discordar de algumas crenças do "Zé", do "Mané", do "Francisco", do "Gustavo", do "Roberto" ou do "Jorge", mas ainda assim posso colocar nossas diferenças de lado, respeitando a posição deles e cooperar com eles pela defesa e propagação do puro evangelho no Brasil. O que você acha? Vamos pensando sobre isso. Grande Abraço, Filipe
Niel, essa é a proposta da Missão Integral desde Lausanne 1974.
O problema é que na prática, se unir pelo que nos une teóricamente é lindo, contudo na prática é bem difícil.
Vou te dar um exemplo. Sou formado em um seminário de linha mais progressista. Alguns ex-amigos, digo "ex" por parte deles e não minha, não se relacionam mais comigo pq me acham liberal, contudo somos todos "reformados"...
Meu exemplo é simplista, contudo revela o quanto somos preconceituosos... não basta ser apenas "reformado", antes, temos de nos converter ao Deus que não se sentiu ameaçado de se tornar homem.
Renato Dumas
Olá Filipe & Cia.,
Bom texto, boas perguntas e alguns bons comentários acima.
O pouco que tenho observado sobre "coalizões" me leva a pensar que o ponto crucial para o andamento delas é a definição do "coração da coisa". O ponto que o Douglas levantou é extremamente pertinente. Ninguém (que seja sério) estaria disposto a dizer que sua eclesiologia, escatologia ou até mesmo pneumatologia são secundárias e de menor importância. A Bíblia fala de todas elas. Qualquer exegeta morreria por elas. Então, como deixar isso de lado?
Porém, curiosamente, já fazemos algo semelhante, mas não de forma sistematizada. Por exemplo, por que eu, batista convicto das doutrinas da graça, não evangelizaria um presbiteriano convicto das doutrinas da graça? (e espero que a recíproca seja verdadeira)
Por outro lado, se alguém bater na minha porta para vender revistas Sentinela, eu vou rasgar o Evangelho no camarada!
Por essa e outras razões, acredito que seu texto aponta para a necessidade de sentarmos para SISTEMATIZAR as diferenças e também as SEMELHANÇAS FUNDAMENTAIS. Sistematizadas porque elas já existem, precisam apenas ser articuladas e definidas.
Talvez, Lausanne já tenha feito isso em 1974... mas por que jovens pastores como nós ainda não estamos satisfeitos com o que foi definido antes de nascermos? A história se repete... aprendemos com ela, mas curiosamente iremos repeti-la (e precisamos disso).
Que tal postar alguns textos que nos ajudariam a definir esses NÍVEIS DE COMUNHÃO em torno do Evangelho? Algo que nos ajudasse a pensar biblica e historicamente!
Com vocês... enquanto vocês estiverem com Cristo e com o Evangelho puro e simples (Rm 1.16).
Sacha
Acho que podemos começar uma conferência Voltemos ao Evangelho rsrs
Não poucas vezes penso que o VE pode se transformar em um Gospel Coalition Brasil =)
Filipe,
Acredito os dois textos escrito pelo Helder somado a este escrito por você, podem representar o início de alguma coisa.
Claro que qualquer convite de "vamos nos unir" é visto com demasiado entusiasmo por uns que não veem problema sacrificar doutrinas valiosas em função disso e com igual reserva por outros que consideram toda posição doutrinária irredutível.
Estou entre os que sentem a necessidade de maior união, especialmente, especialmente entre os que aceitam os pontos 1 ou 3, e confesso que isso me alegraria demais. Quanto à possibilidade real disso, tenho mais esperança que certeza.
Em Cristo,
Clóvis
PS.: Descobri seu blog via texto do Helder. Achei demais, e estou recomendando.
Pessoas não formadas na "tradição reformada", como eu, estão acompanhando o movimento, aprendendo muito e desejando comunhão e cooperação com vocês.
Por Cristo e pelo Reino de Deus!
Acredito que a proposta da postagem seja o que Richard Baxter já dizia no século XVII "Nas coisas essênciais, unidade, nas não essenciais, liberdade e em todas as coisas, caridade (amor)". (alguns atribuem a frase a Agostinho erroneamente).
Como definir o que é essencial e não essencial: pelo Evangelho de Cristo. O que coadunar com o Evangelho é essencial, o que não, torna-se secundário (porém importante).
Acredito que uma coalisão poderá se tornar um guarda-chuva ministerial para diversos ministérios que professam o Evangelho e querem ver a expansão do Reino de Deus no Brasil.
Poderá também juntar líderes experimentados com a nova geração de obreiros para somar forças na expansão do Evangelho.
No livro em que participei, "A glória da graça de Deus" da Editora Fiel, Tiago Santos escreveu um excelente capítulo sobre Unidade cristã, vale a pena ler: http://www.lojafiel.net/produto.aspx?ProCodigo=251
Um abraço a todos,
Juan
Queridos, obrigado a todos pelos comentários, pelo encorajamento, os desafios, as perguntas e as ideias, vamos continuar dialogando e pensando em formas praticas de tirarmos as ideias do papel.
Conto com vocês neste processo,
Filipe
Filipe,
Realmente não sei se um "Carson" e um "Keller" brasileiros se disporiam a liderar uma coalizão assim. O que vejo (ainda) são apenas jovens pastores assumindo abertamente serem novos reformados, como é o meu caso, o seu, o do Juan, do Fabiano Medeiros e alguns outros. A minha primeira observação permanece intacta: faltam-nos líderes de projeção nacional.
O interesse é no "calvinismo", e não no "novo". E aí o trabalho que a Editora Fiel e o Mackenzie têm feito é mesmo admirável.
Agora, caso queiramos criar algo "neorreformado", penso que talvez o caminho seja reunir estes novos pastores. Se não é possível achar uma grande igreja em São Paulo que faça uma conferência sobre o assunto, viajemos para Caldas Novas então. Eu mesmo não faço isso porque estou sem campo, senão venderia o peixe.
No mais, é preciso vencer algumas barreiras. Há cessacionistas que se recusam a se sentar na mesma mesa que carismáticos. Enquanto carismáticos forem acusados de ferirem o Sola Scriptura, por exemplo...a coisa fica difícil.
A oposição também é brava, pelo menos na IPB. Há coisas que não são publicadas, mas já tenho sido atacado, de forma aberta ou velada, pelos meus posts. Pode ter certeza que há pessoas que lutarão para que essa união jamais seja real.
Até gostaria de escrever em outro tom, mas confesso que não acredito em uma união total. Há uma boa chance de sermos anatematizados pelos "neopuritanos". E com esse "veneno" eu já estou acostumado.
Graça e paz do Senhor,
Helder Nozima
Barro nas mãos do Oleiro
Muito bom.
A unidade na defesa pela pureza do evangelho e pela suficiencia das Escrituras é fundamental para que avancemos!
Creio que estamos vendo algo incrivelmente sobrenatural acontecendo, com o levante de jovens pastores, cabeças pensantes, fiéis à palavra e à Deus, caminhando na direção do novo calvinismo.
Pode-se alegar influência de quem está um pouco mais à frente (EUA). Talvez, sim. Mas certamente o principal motivo é o agir do Espírito Santo, levando o Seu povo à fidelidade e adoração genuína, nas vidas.
Vamos avançar! Eis-me aqui...
Abraço,
Lucas Sabatier
Tenho a impressão de que o movimento pode ganhar mais adesão de discípulos de Jesus oriundos de contextos não calvinistas, como pentecostais, wesleyanos, restauracionistas, porém maravilhados com a combinação “reformado+carismático+missional+etc”, do que com irmãos de igrejas de teologia reformada, de onde parte o ‘fogo amigo’. O que acha? Se esse nova perspectiva for oferecida com humildade e amor a esses irmãos que formam a maioria evangélica no Brasil, haverá mudanças aqui. Driscoll disse que “O Velho Calvinismo era temeroso e desconfiado dos outros Cristãos e queimava pontes. O Novo Calvinismo ama todos os Cristãos e e constrói pontes entre eles.”
Eu mesmo estou atravessando pontes para aprender. É seguro?
Olá Felipe...
Sou seminarista e moro em Brasília (um centro da teologia liberal brasileira) e estou orando para que estas duas propostas que você colocou ganhe pernas e invadam a teologia e igreja brasileira.
Quanto a esperar que líderes reformados brasileiros tomem a dianteira em uma união acho que é meio utópico, até por que infelizmente os lideres reformado são mais tradicionais e denominacionais do que realmente reformados/reformadores como sugeria a Reforma Protestante.
Creio que a mudança começará justamente pelos novos pastores, estes costumam estar mais apaixonados pela bíblia do que pela placa da igreja ou pelo rótulo teológico que carrega.
Sugiro que não esperemos os grandes líderes tomarem consciência da necessidade de se olhar melhor para assunto. Não esperemos que “grandes” líderes brasileiro se assumam “neoreformados”, creio que esta é uma tarefa realmente para os novos pastores.
Penso que ao esperamos uma mudança na liderança corremos um grande risco de nos decepcionarmos assim como aconteceu com Lutero.
Grande Abraço.
Meu coração encheu de alegria ao ler as últimas postagens tanto do Helder como do Felipe. Estou orando para que Deus possa nos conduzir de acordo com sua Soberana vontade.
Concordo com o Helder e o Weliton e outros quando falam quem é difícil um grande líder nacional se erguer e tomar frente de uma iniciativa como essa. Seria ótimo ter apóio e incentivo direto de pessoas como Nicodemus, Renato Vargens, Shedd, Hernandes entre tantos outros, porém acho utópico.
Acredito que isso deveria partir de vocês blogueiros, pastores, teólogos e estudiosos apaixonados pelas verdades bíblicas que são expressas na fé reformada. Que Deus possa conduzir todos. Abraços,
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