sábado, 12 de março de 2011

Que deus é esse?





Cada vez mais eu me convenço de que muitas pessoas que estão dentro de igrejas ditas evangélicas creem em Deus. Quando perguntadas se elas creem em Deus elas unanimemente dizem que sim, mas o deus em quem elas creem parece não ser o mesmo que a Bíblia apresenta, o deus em que elas creem parece ter sido criado por elas mesmas ou pelas pregações que elas ouviram.

Antes de ir para o Seminário eu era office-boy na Câmara de Vereadores da minha amada Atibaia. Durante quatro anos (dos quatorze aos 18 anos) eu trabalhei ali, facilitando a vida dos Edis e dos funcionários que estavam acima de mim na hierarquia da casa (ou seja, todos). Eu corria de um lado para o outro atendendo aos pedidos, sempre “urgentes”, daqueles que precisavam ter seus problemas resolvidos. No final do mês eu recebia o meu salário e no final do ano muitos vereadores me davam algum agrado.

Muitos evangélicos creem em um deus do tipo "office-boy", e no domingo se reúnem para trazer as listas de exigências e dar um agrado pro "garoto". Esse deus "office-boy" não pune o pecado e não exige santidade, ele garante uma vida livre de aborrecimentos e só cobra uns trocados pelo serviço. É um deus “Tudo de Bom”, não tem notícia ruim e nem com o que se preocupar.

O problema é que esse deus não é o Deus da Bíblia, não criou os céus e a terra, não é Senhor do universo, não está neste momento rodeado de anjos cantando: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” e não vai passar a eternidade ouvindo a mesma música do coral dos que foram justificados pela fé, e o pior de tudo, se você crê nesse deus “office-boy” é com ele que você vai passar a eternidade.

Aqueles que creem no Deus Soberano, Justo, Santo e Amoroso da Bíblia, que não deixa o pecado impune e que providenciou um meio de ser justo e justificador daqueles que ele elegeu; antes de exortarmos as pessoas a crerem em Deus, precisamos explicar para elas quem Deus é, e quem elas são só assim a cruz terá o seu infinito valor reconhecido! Nós precisamos tremer diante da santidade de nosso Deus e de nossa pecaminosidade, só então vamos nos maravilhar com a profundidade do amor expresso na Cruz de Cristo!

Como diz o mestre Marcos Granconato: "O maior campo missionário brasileiro são as igrejas evangélicas", pela graça e por amor vamos pregar, mas vamos pregar o único e verdadeiro Deus e não um ídolo qualquer que vá fazer bem ao ego daqueles que estão perdidos.

3 comentários:

Wilson Porte Jr. disse...

Obrigado pelo texto, Niel. Oro para que Deus nos use hoje, enquanto evangelizamos em nossas igrejas àqueles que estão nos bancos há tantas décadas, contudo, adorando a si mesmos, seus costumes, tradições, etc. Deus o abençoe, meu irmão.

Renato Vargens disse...

Brilhante! Parabéns pelo texto!

Renato Vargens

nando# disse...

Muito bom!

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